Mitos em finanças pessoais
É muito comum ouvirmos de profissionais de área não ligadas à economia dizerem que, como nada entendem de economia, aplicam suas reservas somente em cadernetas de poupança.
Visão errônea. De fato, no complexo mundo atual, nenhuma pessoa pode entender de tudo, mas como seres humanos, todos têm de entender um pouco de muitas coisas, se almejam uma vida ativa e com qualidade.
Conhecimentos básicos em ciência, política, religião, esporte, direito, arte, literatura, são possíveis de obter ao longo da vida, se houver consciência e foco.
Com mais razão, ainda, na área de conhecimentos básicos em finanças pessoais, já que dependemos disso para atingir a independência financeira e uma aposentadoria de qualidade.
Infelizmente, finanças pessoais não é matéria curricular, nem em cursos de economia. Por isso, tudo dependerá de seu esforço pessoal.
Para começar, é preciso escolher e ler com atenção pelo menos uns dois bons livros sobre o assunto. Há literalmente centenas de títulos nas livrarias. Escolha livros recentes e de autores brasileiros, por retratarem melhor nosso ambiente financeiro atual.
Depois é ler a seção de economia dos jornais e acompanhar a evolução dos mercados e ativos que mais lhe interessa. Se for o acionário, chegará a hora em que reconhecerá que determinadas ações estão baratas. Se for o imobiliário, chegará o instante, em que saberá quais são as áreas de maior potencial de valorização na cidade e se determinado imóvel está com valor abaixo do mercado.
É um mito achar que só poderão chegar a este nível dedicando-se todos os dias, 365 dias ao ano. A questão é de foco e não só de conhecimento e dedicação.
O sucesso em finanças pessoais é 50% conhecimento e 50% foco.
Se fosse só conhecimento, os economistas seriam todos milionários, o que não é verdade.
Há profissionais e empresários muito bem sucedidos que vivem do que ganham a cada mês, por acharem que nunca lhes faltarão dinheiro ou trabalho no futuro.
Outros dizem que gostam tanto do que fazem que vão trabalhar até morrer, e portanto, não precisam se preocupar em poupar para aposentadoria.
Muitos destes só vão cair na realidade quando já será tarde demais. Sempre haverá a possibilidade de uma demissão após a meia-idade, ou a possibilidade da empresa ir à falência, ou mesmo um acidente pessoal.
Mas, cuidado, não estou fazendo a apologia da formiguinha. Acumular cegamente como a formiguinha, que trabalha até morrer, não é exatamente o melhor que se pode fazer da sua vida. É claro que sempre será preciso acumular um capital inicial, mas, a idéia é aplicar em nichos de seu conhecimento, nos quais o seu dinheiro trabalha para você, mesmo quando você está dormindo. Quanto mais cedo perceber a seqüência correta desse processo, e implementá-lo, mais cedo se chega à independência financeira e boa qualidade de vida. O resto é mitologia.
Marcadores: finanças pessoais


3 Comments:
Parabéns!
Achei que eu era o único louco que pensava desta forma. Gostei do texto principalemente por ele não ser do estilo "politicamente correto"
Abraços
http://comocomprarmeias.marcocarvalho.com/
Gostei muito!
Realmente o ensino das scolas esta obsoleto, no preparando os jovens em como gastar adequadamente o dinheiro, como investir.
No final, formam-se bons profisionais, que nao sabem utilizar o proprio dinheiro que ganham.
Parabens!
Gostei muito!
Realmente o ensino das scolas esta obsoleto, no preparando os jovens em como gastar adequadamente o dinheiro, como investir.
No final, formam-se bons profisionais, que nao sabem utilizar o proprio dinheiro que ganham.
Parabens!
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